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segunda-feira, novembro 28, 2005

...afinal ainda existe!


Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram 1.470 toneladas de alimentos, um recorde absoluto e que representa um aumento de 19% face à campanha de Dezembro do ano passado.

sexta-feira, novembro 25, 2005

...afinal ...acessibilidades...

Pois é amigo… madrugada e já estou piURSO!

Como não tenho a felicidade de ser milionário, ou ser agente da polícia (para poder ligar as sirenes e passar tudo e todos), tenho que levantar-me cedo todos os dias (tal como milhares de portugueses) e deslocar-me para o meu local de trabalho.

Neste processo, por norma, normal… deparei-me com um factor exterior que em tudo alterou este inicio de manhã, o qual passo a descrever… estou piURSO!

Após ter tratado da minha higiene pessoal, colocado uns trapos para me proteger do frio, ter-me feito à estada… qual o meu espanto, ao deparar-me com a seguinte informação, ao chegar ao acesso da Via do Infante:

“Acesso ao nó FECHADO”

Como sou um dos felizardos que até possuem um carro, fiz-me à Estrada Nacional (RUA)125, estrada essa que o nosso governo pensa ser alternativa à Via do Infante (onde pondera colocar portagens).

A “RUA125”… sem dúvida uma solução à medida. Causa efeito, cheguei atrasado ao trabalho, stressado logo pela manhã … onde normalmente levo 20 minutos hoje levei 53!! Dava tempo para ir e voltar e ainda sobrava tempo para tomar um café…

Será está a forma mais conveniente de tratar os cidadãos, os turistas e os visitantes do Algarve?

segunda-feira, novembro 21, 2005

...afinal QUERO SER......


Quero ser tua estrela guia....
Teu mar, Tua terra, Por onde peregrina....
Conduzindo Paz, tirando-te da agonia...

Quero ser teu Sol....
Teu calor e energia
Em todo canto em que for....
Transferindo carinho, levando-te alegria...

Quero ser tua Luz....
Fonte de água viva, Por tudo que te conduz...
Serenizando teu ser, trazendo-te Vida...

Quero ser teu amor...
Teu delírio, Tua canção, Em todo teu corpo, com ardor.....
Amando teu ser, com toda paixão....

Quero ser teu menino...
Teu sonho, Teu sorriso, Por toda fantasia.....
Mergulhando no desejo... Encontrando o Paraíso...

terça-feira, novembro 15, 2005

sexta-feira, novembro 11, 2005

...afinal ...felicidade


"Senhor, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna."

S. Francisco de Assis

quarta-feira, novembro 09, 2005

...afinal ...só pra dizer que ...You're beautiful!


My life is brilliant.

My life is brilliant.
My love is pure.
I saw an angel.
Of that I'm sure.
She smiled at me on the subway.
She was with another man.
But I won't lose no sleep on that,
'Cause I've got a plan.

You're beautiful. You're beautiful.
You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,
'Cause I'll always be with you.

Yeah, she caught my eye,
As we walked on by.
She could see from my face that I was,
Fucking high,
And I don't think that I'll see her again,

But we shared a moment that will last till the end.

You're beautiful. You're beautiful.
You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,
'Cause I'll always be with you.

You're beautiful. You're beautiful.
You're beautiful, it's true.
There must be an angel with a smile on her face,
When she thought up that I should be with you.
But it's time to face the truth,
I will always be with you.

remix@James Blunt

...afinal ...valsa de um homem carente


Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo

Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeai
sem todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor

É a dança mais pungente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente

Jorge Palma

terça-feira, novembro 08, 2005

...afinal ...nem só de amor vive o Homem!


Práticamente no mesmo dia em que o Visual Studio 2005 estava a ser formalmente apresentado a Microsoft anunciou que irá manter durante um ano as versões aligeiradas gratuitas.
A 'família' Express do Visual Studio é composta por:
* Visual Basic 2005 Express,
* Visual C# 2005 Express,
* Visual C++ 2005 Express,
* Visual J# 2005 Express,
* Visual Web Developer 2005 Express,
* SQL Server 2005 Express.
A interface de todas estas ferramentas foi aligeirada, sendo-lhes retirados os elementos supérfulos e que correspondiam a funcionalidade inexistentes nestas versões, para uma mais fácil habituação ao Visual Studio 2005.
Boa Bill ...será mesmo boa?
fonte: cdrwxp

...Nicolau, já está de volta!


"O Pai Natal não existe!", diz a rir a Matilde, uma menina adorável de 6 anos. A sua expressão de certeza absoluta faz sorrir o mais sério dos homens. "É uma maluca", diz a mãe a desculpá-la. "Não existe. É o meu pai e a minha mãe", adianta com uma expressão clara e decidida. Mas o que a Matilde não sabe e também ninguém lhe soube explicar, nem mesmo o pai católico praticante, é que o Pai Natal como o conhecemos hoje foi inventado na grande América, mas o antigo, aquele que apareceu no início da era cristã, era de carne e osso e chamava-se Nicolau. Tinha uma família como toda a gente, e uma casa, amigos e vizinhos. Esse homem celebrizado pela sua extrema bondade e generosidade para com todos os que tinham necessidades oferecia presentes a muitas pessoas, especialmente às crianças.
Um dia a Matilde irá compreender a história e irá até procurá-la pelos seus próprios meios para a poder contar a seus filhos. Mas até lá vai continuando a dizer, embora com uma certeza pouco certa que "ele não existe". Existem pois as suas memórias, a sua presença no século IV, a sua ligação à igreja enquanto bispo, as suas acções enquanto homem. Mas para que se saiba quem foi o pai dos muitos Pais Natal que hoje encontramos por todo lado, aqui fica um pouco de história. Só espero que um dia a Matilde possa ler este texto e aperceber-se que foi escrito para ela, e para que ela o pudesse ler aos seus filhos e a todos os nossos e vossos filhos.

sexta-feira, novembro 04, 2005

amor infinito...

Tu és a palavra amor
Tu és a palavra dedicação
Tu és a minha fonte de calor
Tu és o bater do meu coração

Tu és mais uma razão de viver
Tu és mais uma razão de desejar
Tu és aquele que alivia o meu sofrer
Tu és aquele que eu estou a amar

Eu sou projecto que se revê em ti
Eu sou objecto transformado em humano
Eu sou mulher vivendo uma alegria sem fim
Eu sou o espelho dum tratamento desumano

Mas tu que me aceitas assim,cheia de defeitos e falhas.
Apagando em mim,o passado e suas dores.
Mas tu que enches de amor,cada segundo da minha vida.
Terás de mim sem temor,tudo o que te conseguir dar.

...amo-te!

Laura Antunes

quarta-feira, novembro 02, 2005

... the very first time!!!


My love

Hoje é um dia que, desde cedo, me estou sentindo muito sentimental. Em minha mente só surgem imagens de coisas bonitas, de momentos felizes e cheios de amor. Só me surge a imagem do nosso primeiro beijo, que foi a culminância, O CLÍMAX, vivido por nós depois de muita expectativa criada durante minutos, horas e dias e dias. Só por isso, me sinto leve, flutuando em nuvens de felicidade, navegando por mares quentes banhados de amor...

Ele foi algo trabalhado, grandioso, um gesto cheio de preliminares, foi na verdade uma conquista inesquecível…

Por isso, esse momento está hoje sendo lembrado, aqui, neste dia em que meu coração se enche de felicidade, cheio de amor,... não podia deixar de relembrar esse momento, que foi quando nos beijamos pela primeira vez, de longe, o momento mais feliz desde o nosso romance.

Sem dúvida, a coisa que mais mexeu comigo … o início desta nossa paixão.

... daisy...


além de saber que o seu nome é o nome de uma flor, de uma linda e admirada florzinha de pétalas, descobri que ela também deriva do latim "Margarita", que significa "pérola"...

terça-feira, novembro 01, 2005

Elogio ao amor...



Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa.

Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.

O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.


(Miguel Esteves Cardoso)

A piece of my heart...

Ain't no sunshine when she's gone.
It's not warm when she's away.
Ain't no sunshine when she's gone.
And she's always gone too long.

Wonder this time where she's gone.
wonder if she's gone to stay.
Ain't no sunshine when she's gone.
And this house just ain't no home.

I know
Gotta leave the young thing alone
There ain't no sunshine when she's gone

It's not warm when she's away.
Ain't no sunshine when she's gone.
And she's always gone too long.

Jazzamor
(rewrite by me)

segunda-feira, outubro 31, 2005

... only for you ...


"I have a special room in my heart,
Held only for you, dear one.
It.s a room where I can close my eyes,
And dream till the morn brings sun.



This special room is where I go
When my mind starts thinking of you.
It.s a place that only I know where,
My dreams and thoughts come true.



No one can enter, into this room,
For it.s you that holds the key.
And when I listen closely, I hear,
Come honney and be with me



My heart is filled with many rooms,
Some only meant for dreams.
Fantasy, ecstasy or a way to escape,
Let our minds flow like a stream.



So if someday, you enter my room,
It.s then that you will see,
A room of love and a heart that holds
More love than the deep blue sea. "


L U ...

domingo, outubro 30, 2005

... para ti...

AMO-TE...

«Algum dia eu haveria de entrar na normalidade dos que te amam. Amo-te. E dói escrevê-lo (que é pior, meu amor, do que dizê-lo). Amo-te, absoluta, impossível e fatalmente. E ouço, adolescente, uma música adolescente, para me lembrar de ti, porque lembrar-me de ti é lembrar-me que não consigo esquecer-te. E ouço música porque ouvimos música quando amamos, e tudo, no amor, é música, acústica da alma que se quer ser devorada, e, neste caso, dor (tão deliciosamente insuportável) de amar sem sequência nem expectativa de contrapartida, amar unicamente o puro objecto que desgraçadamente amamos. Isto é uma carta de amor, e é possivelmente ridícula (prova maior de que é, realmente uma carta de amor), ou porque perdi o hábito de as escrever, ou porque nunca tive a coragem de as enviar.

«Não percebes porque é que não te falo? Ainda não percebes que, na personagem que de mim eu enceno, não cabe a ameaça de uma derrota, a antecipação do desencanto, a sombra de um vexame? Não te falo, para não saber que o que eu te digo é apenas a forma contida de te dizer outra coisa, mas que essa coisa não é do teu mundo, nem do mundo que eu construí, nem do precário mundo que a nossa fragilíssima ternura mútua arquitectou. E tudo isto é literário, eu sei, mas – que queres? -, a literatura é o melhor de mim e é o melhor de mim que vive dentro da minha cabeça quando estou contigo.

«E depois, afastamo-nos. Beijo-te a correr, não sei se já reparaste, e quase fujo, porque sair do pé de ti é regressar ao que não és tu, o teu olhar e as tuas mãos, a tua alma e a tua voz, e isso, meu amor, transformou-se no insuportável intervalo entre dois encontros.

«Esta carta de amor é um excesso (e isso prova superiormente que é uma carta de amor): eu amo não a ideia de amar-te (durante muito tempo, eu julguei que era apenas isso), mas a ideia de perder-me no meu amor por ti. E mesmo amar-te é um excesso, porque tudo aconselharia que eu me limitasse a mitificar-te, que é a melhor forma de evitarmos enfrentar a realidade.

«Porque a realidade, aqui, é como uma dor difusa, tu sabes como é, um incómodo ainda não localizado, que progressivamente se vai definindo e acertando, até que, insuportavelmente nítida, a sua imagem se nos impõe como uma evidência. A minha dor é que eu comecei a amar-te, sem o saber, durante aquele breve período de tempo em que sair de casa era a promessa reconfortante de ver-te e falar contigo. Eu não sabia, repito, mas o tempo ajudou-me a definir essa pequena dor, tão secretamente pavorosa: cada vez que estou contigo (cada vez mais, meu amor, cada vez mais) é como se a minha vida se virasse do avesso. E é verdade, é cada vez mais verdade, que, quando penso nas coisas que ainda me falta fazer na vida, é em ti que penso. E tenho medo, como um animal que instintivamente foge do que sabe não poder atingir.

«Eu penso em ti, ainda mais do que te digo, e tu estás em tudo, mesmo quando não te penso, tu és a grande razão, o horizonte sem nome que constantemente se desenha na minha imaginação de mim.

«Há uns anos, este seria o momento de desmontar o discurso desta carta, de te mostrar os subtis mecanismos da alma e da máscara, de desdizer ironicamente o que já disse, de insinuar que, afinal, as-coisas-talvez-não-sejam-exactamente-assim. Mas as coisas são exactamente assim, e a carta, que poderia transformar-se num confortável exercício paródico, é, inevitavelmente, uma agonia e um embaraço. Esta carta é um acto de puro egoísmo, que eu até talvez nem tivesse o direito de praticar. É-te incómoda, necessariamente, e isso bastaria para que eu me abstivesse de a enviar, dentro de um envelope azul. Mas o azul fica-te tão bem, e as cores todas ficam em ti como tu ficas no mundo: exactamente.

«Mas, repito: esta carta é um acto de puro egoísmo, é como se não tivesse destinatário. E, no entanto, é preciso enviá-la, para que seja uma carta de amor, para que faça sentido como carta. Para que seja amor. Mas podemos imaginar uma saída elegante: para que possas conservá-la como pura carta de amor, quero eu dizer, sem o embaraço de saberes que ela te foi escrita por alguém que não amas, não a assino. Dou-te tudo: até a hipótese de esta carta não ter sido escrita por mim.

«(E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.)»

(António Mega Ferreira)

sexta-feira, outubro 28, 2005

Relógios atrasam uma hora no próximo domingo

Na madrugada do próximo domingo, dia 30 de Outubro, termina o horário de Verão. Os relógios deverão ser atrasados uma hora (às 03:00 serão 02:00), em cumprimento da directiva comunitária que rege a denominada Mudança de Hora e que afecta todos os Estados-membros da UE.

Ficando assim com mais uma hora para fazer o que nos der na Real Gana!!!!
Bom weekwnd!!

Aborto...


O Tribunal Constitucional (TC) vai anunciar hoje a sua decisão sobre a validade da proposta para a convocação de um referendo à despenalização do aborto, aprovada no final de Setembro na AR (Parlamento).

A decisão será divulgada após a reunião plenária do Tribunal Constitucional, que tem início de manhã e na qual deverá ser votado o acórdão de fiscalização da constitucional idade da proposta de referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).

Só nos resta aguardar pelo veredicto...

sexta-feira, outubro 21, 2005

Amor versus Solidariedade

Solidariedade não passa de ser o significado da concretização do Amor em géneros!

Bem para lá do horizonte, no horizonte contrário ao mar, onde o céu confunde-se com o monte e de onde o sol vem para nos despertar, bem lá longe, onde a vista não alcança, perderam-se vidas, perderam-se famílias, perderam-se casas, perdeu-se a alegria!
O mar, que lhes roubou tudo, saqueando, qual salteador, rouba agora as lágrimas de gentes sós.
Sem o sol! Sem consolo! Esse povo, lá de longe, varreu os sorrisos de todo o mundo.
Mas será que é necessário tudo isto para acordarmos?
Porque será que nunca reparamos de onde vem o sol?
Talvez seja por ainda estarmos a dormir quando tudo isso acontece! Eu, por exemplo, adoro acordar depois do sol. No entanto uma das experiência mais marcantes que eu já tive e que adorei ter oportunidade de a ter várias vezes, foi a de despertar antes do sol nascer e ir de encontro com a alvorada! Pegar na máquina fotográfica, pôr a mochila às costas, atar o cordão das botas, e começar a caminhada, rumos aos montes, de onde o sol vem e o céu se mistura, aos nosso olhos.
Ao sentir o fresco do sopro do sol consegue-se ter as imagens do oriente! Esse sopro traz os sorrisos belos, os olhares limpos e os gestos puros! Esse sopro é fresco porque também traz as guerras, as lágrimas, as angústias e a fome. Pena é que a maioria das pessoas, só sinta essa frieza nestas circunstâncias, quando a Natureza se enfurece e o Homem encontra a sua pequenez.

E a SOLIDARIEDADE?

Não acham que é uma palavra demasiadamente comprida e pouco cumprida?
Primeiro, Solidariedade, é a forma palpável de se demonstrar Amor! Numa sociedade em que “fazer amor” está intimamente, e somente, ligada à prática de relações sexuais, é lógico que se teria que arranjar palavra para ninguém entrar em conflitos de percepção!
No entanto quando praticamos solidariedade, estamos a fazer amor!
Quando praticamos caridade, estamos a fazer amor!
Quando praticamos generosidade, estamos a fazer amor!
Quando praticamos bondade, estamos a fazer amor!
Quando praticamos humanidade, estamos a fazer amor!
É pena que diariamente as pessoas troquem palavras belas por calão, em vez de trocar o calão por palavras mais belas… OOHHH!
E há tantas palavras belas na nossa língua. Além disso, criam-se palavras e mais palavra para se dizer a mesma coisa.
Decididamente a única vantagem que reconheço em tudo isso, é a riqueza que surge para se escrever.
Assim, a Poesia envolve-me com ainda mais, serenando-me diariamente e apontando-me novos rumos.

Façam AMOR…
o guarda de anjos

Ser feliz... é um dever !

A maior parte das pessoas é tão feliz quanto se dispõe a sê-lo...
Abraham Lincoln